{"id":1299,"date":"2023-10-08T09:00:00","date_gmt":"2023-10-08T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/liquid-land.com\/?p=1299"},"modified":"2026-08-06T10:50:32","modified_gmt":"2026-08-06T10:50:32","slug":"quem-sou-eu-uma-reflexao-sobre-a-nossa-identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liquid-land.com\/pt-pt\/quem-sou-eu-uma-reflexao-sobre-a-nossa-identidade\/","title":{"rendered":"Quem sou eu? Uma reflex\u00e3o sobre a nossa identidade."},"content":{"rendered":"<p>Em muitas fases da nossa vida, tendemos a questionar: os outros, as nossas decis\u00f5es, as nossas rotinas, a nossa ess\u00eancia, a nossa identidade.<\/p>\n<p>\u201cQuem sou eu, de verdade?\u201d. \u201cSou aut\u00eantico?\u201d. A resposta a estas d\u00favidas podem variar conforme as viv\u00eancias. Todos os dias aprendemos, crescemos e evolu\u00edmos, mesmo que tal signifique deixarmos para tr\u00e1s algo que fazia parte de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A identidade<\/p>\n<p>A identidade de cada indiv\u00edduo \u00e9 um mundo, que une diversos e profundos fatores.<\/p>\n<p>A identidade \u00e9 formada pelo conjunto de experi\u00eancias, mem\u00f3rias, valores, cren\u00e7as e rela\u00e7\u00f5es presentes ao longo da vida. Estes, s\u00e3o considerados fatores internos e que podemos controlar.<\/p>\n<p>Por outro lado, existem muitos fatores externos que est\u00e3o fora do nosso controlo, mas que, ainda assim, contribuem para a constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade: a nossa etnia, a classe socioecon\u00f3mica em que nos encontramos ou a nacionalidade com que nascemos, por exemplo.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre aquilo que somos e o que pretendemos ser. Quando temos dificuldade em aceitar o que somos, \u00e9 natural que se inicie uma luta existencial connosco pr\u00f3prios, muitas vezes de forma inconsciente.<\/p>\n<p>Aceitar o \u201ceu atual\u201d d\u00e1-nos uma maior probabilidade de alcan\u00e7armos o \u201ceu futuro\u201d.<\/p>\n<p>O questionamento da autenticidade<\/p>\n<p>Ser aut\u00eantico \u00e9 uma caracter\u00edstica que nos diferencia de todos os outros. Determina, em grande escala, o nosso bem-estar mental, porque nos faz agir em fun\u00e7\u00e3o dos nossos valores e daquilo em que acreditamos.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as alturas da vida em que procuramos esta autenticidade.<\/p>\n<p>Na fase da adolesc\u00eancia e no in\u00edcio da vida adulta, experimentamos amizades, rela\u00e7\u00f5es amorosas, passatempos ou trabalhos com o fim de descobrirmos o que melhor se adequa ao \u201cnosso eu\u201d e aquilo que queremos evitar.<\/p>\n<p>J\u00e1 na fase da meia-idade, e numa vis\u00e3o mais ampla, o nosso compromisso passa a ser a fam\u00edlia, as cren\u00e7as religiosas ou a carreira, por exemplo. Aqui, tamb\u00e9m pode acontecer a necessidade de retrospetiva, ponderando a assertividade das nossas escolhas: estar\u00e3o elas adequadas \u00e0 nossa identidade?<\/p>\n<p>Por fim, ao chegar \u00e0 terceira idade, \u00e9 tempo para analisar as escolhas feitas ao longo da vida e se estamos satisfeitos com as mesmas.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia de ser diferente<\/p>\n<p>Ser diferente tem muito valor e, quando estamos em paz com esta afirma\u00e7\u00e3o, sentimo-nos aut\u00eanticos. \u00c9 atrav\u00e9s das nossas diferen\u00e7as que crescemos e podemos fazer algo maior no mundo. Diz, acertada e simplesmente, um conhecido ditado popular: \u201cSe todos gost\u00e1ssemos do amarelo, o que seria do azul?\u201d.<\/p>\n<p>Ser diferente tamb\u00e9m nos torna mais criativos. As grandes mentes do nosso mundo destacam-se por algo que t\u00eam em comum: serem diferentes dos seus pares. Para al\u00e9m desta aceita\u00e7\u00e3o, estas pessoas ensinam-nos algo de muito valioso: a acreditarmos em n\u00f3s e a sermos resilientes na concretiza\u00e7\u00e3o dos nossos objetivos e ideias.<\/p>\n<p>Ser diferente compreende uma fonte de conex\u00e3o e de perten\u00e7a. Quando nos sentimos diferentes e encontramos algu\u00e9m com o mesmo sentimento, \u00e9-nos mais f\u00e1cil entendermos e sermos compreensivos, aceitando, claro, as diferen\u00e7as dessa pessoa. Somos capazes de entender as dificuldades que existiram em determinada situa\u00e7\u00e3o e a inevitabilidade do seu fecho. Falamos da conhecida e necess\u00e1ria empatia, que nos permite compreender e sermos compreendidos.<\/p>\n<p>Existe uma fonte de motiva\u00e7\u00e3o quando nos apercebemos das diferen\u00e7as do outro, ainda mais quando nos identificamos com elas. A nossa predisposi\u00e7\u00e3o a ajudar algu\u00e9m com quem nos identificamos \u00e9 muito maior.<\/p>\n<p>Por vezes, com o objetivo de ultrapassarmos as dificuldades que chegam at\u00e9 n\u00f3s, torna-se necess\u00e1rio adaptarmo-nos, para sermos aceites. Esta adapta\u00e7\u00e3o pode ir de encontro com os nossos valores e cren\u00e7as e, se assim for, \u00e9 natural que o nosso bem-estar e a<\/p>\n<p>nossa autenticidade se sintam comprometidos, como consequ\u00eancia da perda (ainda que moment\u00e2nea) da nossa identidade.<\/p>\n<p>Qual ser\u00e1 o truque? Aceitarmos as nossas diferen\u00e7as e incentivarmos as outras pessoas a fazer o mesmo faz com que sejamos aut\u00eanticos. E, j\u00e1 sabemos, a constru\u00e7\u00e3o da nossa autenticidade ajuda a guiar-nos na cria\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da nossa identidade.<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p>Psychology Today; Berkeley Well-being Institute.<\/p>\n<p>\u2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em muitas fases da nossa vida, tendemos a questionar: os outros, as nossas decis\u00f5es, as nossas rotinas, a nossa ess\u00eancia, a nossa identidade. \u201cQuem sou eu, de verdade?\u201d. \u201cSou aut\u00eantico?\u201d. A resposta a estas d\u00favidas podem variar conforme as viv\u00eancias. 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